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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Época de propaganda política



É chegada época de eleição e se torna impossível não notá-la. As manifestações que os candidatos apresentam para chamar a atenção do público são diversas, sejam elas sonoras, visuais ou perturbadoras, o que importa é atrair você.

Fui a campo e perguntei informalmente a pessoas, como elas viam o meio de divulgação utilizado pelos políticos. A maioria me colocou que não vota a partir da propaganda nas ruas.

Então, conversei com um publicitário que trabalha no meio de campanhas políticas já há algum tempo e perguntei a ele qual a expectativa  daquele marketing. Ele me coloca que as propagandas feitas na rua são para fixar o número do eleitor, para que ele não esqueça e me diz: “campanhas bem feitas fazem um candidato vitorioso”.

Segundo a revista “People”, as pessoas sabem o candidato que querem votar, mas não se importam com partido político ou algo do gênero, trazendo para a nossa realidade o número indefere.

Campanhas políticas quando bem utilizadas são até necessárias para conhecermos melhor os candidatos e saber suas propostas. Elas se tornam abusivas, quando começam a perturbar o dia a dia dos cidadãos.

As campanhas tornam-se abusivas quando carros de som passam o com o volume acima do considerado normal para o bem estar da população, há quantidade de material visual espalhado pelas ruas, o que faz a época de campanha eleitoral ser detestada por alguns.

Nessa época, não pode se esquecer da quantidade de empregos diretos e indiretos gerados por partidos políticos. As campanhas políticas são responsáveis por cerca de 60% dos empregos informais gerados nessa época do ano.


Gian Matteo Sambucetti - turma 31 C


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Tadeu Moreira Campelo Filho: Juventude Progressista


Hoje damos início a nossa série de entrevistas sobre a representação da juventude nos partidos de Uruguaiana, tento em vista conhecer melhor a atuação da mesma na construção da nossa cidade. 
 
Nessa primeira entrevista, conversamos com Tadeu Moreira Campelo Filho, advogado formado pela PUC, militante do PP (Partido Progressista), presidente da Juventude Progressista, que prontamente nos atendeu para falar sobre a situação da juventude em seu partido.

Cultura Jovem: O Senhor poderia nos contar um pouco sobre como é o projeto da Juventude Progressista a nível nacional?

Tadeu Moreira Campelo Filho: O projeto da juventude progressista a nível nacional, local e estadual consiste em trazer para o âmbito político os jovens que ainda não têm a participação política em virtude da sua idade, ou seja, hoje, nós temos conta de que oitenta por cento dos jovens de 16 a 18 anos não têm seu título eleitoral. É importante que a juventude em geral tenha uma participação política ativa, em virtude de que o futuro dela se resolve na política; em todas as decisões da nossa vida, há um político encabeçando projetos, defendendo interesses, e, se a juventude não participa, acontece que os seus interesses acabam sendo frustrados.

CJ: E a nível municipal, o que o senhor poderia nos dizer em termos de organização e participação?

Tadeu: Bom, A Juventude Progressista, a nível municipal, terá uma contribuição ativa  nas eleições de 2012 para prefeito e vereadoró nos temos, na Câmara Municipal, um grande exemplo da juventude progressista que é o vereador Ronnie Mello, que defende não só os estudantes da UNIPAMPA junto aos seus interesses e suas reivindicações, como também as causas ambientais.

CJ: Dentro do partido, como o senhor vê a importância da juventude?

Tadeu: A juventude progressista dentro do Partido Progressista é voz ativa e muito atuante, inclusive compondo, hoje, a Câmara de Vereadores através do vereador Ronnie Mello e, também, atuando participativamente para coligações e decisões do nosso candidato a prefeito municipal de Uruguaiana.

CJ: 2012 é ano de eleições municipais, a Juventude Progressista vai ter alguma participação especial nessas eleições?

Tadeu: Com certeza, no passado, nós já iniciamos um projeto, que era o projeto de aumentar a participação dos jovens uruguaianenses, explicando a importância  que esses jovens têm nas eleições ao fazerem o título eleitoral, e para as eleições de 2012 a Juventude Progressista está muito ativa, muito atuante, para eleger nosso prefeito pelo Partido Progressista.

CJ: O senhor comentou bastante sobre o vereador Ronnie Mello, que é uma representação da Juventude Progressista dentro da Câmara de Vereadores, o senhor poderia nos contar um pouco mais sobre as lutas dele pela juventude?

Tadeu: Sim, uma das luta importantes é a iluminação do caminho para a Unipampa, uma das lutas importantes que está sendo defendida junto a câmara de vereadores pelo vereador Ronnie Mello, porque trata-se de uma questão de segurança dos alunos, jovens que estão em formação, essa é uma das lutas mais ativas que nós temos visto esse ano.

CJ: O senhor como presidente da Juventude Progressista, fazendo um convite aos jovens para conhecer o partido, poderia falar um pouco mais sobre o PP, sua ideologia, e já explicar como os interessados podem procurar o partido para participar.
Tadeu: O mais importante de um partido político para a juventude é que ela possa falar o que pensa, que ela tenha participação, que todos sejam ouvidos, independente de sua opinião, a opinião não ofende ninguém. A partir do momento em que nós vivemos em um país democrático, todas as opiniões são respeitadas e podem, até, ser não acatadas, mas devem ser ao menos consideradas, e dentro do Partido Progressista em Uruguaiana, nós temos reuniões quinzenais, com a participação do nosso deputado estadual Frederico Antunes, dos nossos vereadores, nosso candidato a prefeito e, até, da Senadora Ana Amelia Lemos, que entra via “conferência” em áudio. Então, é importante que o jovem, ao ingressar em um partido político,  possa ter essa representação, tenha voz ativa, possa participar, e isso, no Partido Progressista, nós entendemos que é um diferencial.

CJ: Essas reuniões quinzenais são abertas aos interessados ou são reuniões apenas internas das lideranças do partido?

Tadeu: Não, essas reuniões não são abertas; as reuniões são fechadas, sim, porque, aqui, nós, principalmente nesse ano de eleição, tomamos decisões estratégicas dentro do partido, nós temos formas de atuação e, muito embora nós não tenhamos nada a esconder de ninguém, existem decisões internas internas, ideológicas que ficam internamente sendo discutidas.

CJ: Se o senhor quiser dar um recado final, o espaço é seu:

Tadeu: Eu dou o recado final, principalmente, direcionado aos alunos do colégio Elisa Ferrari Valls, escola na qual me formei, estudei durante três anos e me orgulho muito, meu recado final é o seguinte, a todos que a participação política não é uma opção, ela é coercitiva, ou seja, ela é obrigatória, nós participamos ativa ou passivamente, aquelas pessoas que dizem que não se interessam por política  abrem mão das suas decisões, há alguém decidindo por elas. Então, é muito importante que o jovem aluno do colégio Elisa entenda que a sua participação deve ser ativa, pois, se não tiverem essa participação, alguém decidirá a vida deles.

Juliano Colla - turma 21 ???

sábado, 19 de maio de 2012

Chegou a hora, tenho que votar!

 Com o passar do tempo, a criança deixa de ser criança e torna-se um adolescente; muitas vezes, cheio de dúvidas, e que busca incessantemente descobrir sua identidade e ter seu lugar na sociedade.

Todo jovem passa por muitos momentos importantes na vida, um deles é tomar a decisão de exercer a cidadania.

Embora seja obrigatório a partir dos dezoito, muitos jovens fazem seus títulos e começam a exercer facultativamente o direito de votar aos dezesseis anos.

É comum os jovens estarem em dúvida, pois muitos desconhecem a importância e o poder de seu voto.

Muitos dizem votar em branco, outros falam, também, em não votar e os que votam dizem ser em qualquer um.

Surpreendentemente, não são só os jovens que adotam este papel. Muitos adultos, que deveriam ser  exemplo de cidadania, não se importam também. Já ouvi relatos de pessoas justificando seu voto, e indignada fiquei ao escutar que foi pela aparência do candidato.

Para que não haja coisas desse tipo, é fundamental que os jovens tenham, mesmo que seja básica, noção do que é Política, para que serve a Política, quem são os políticos, o que eles fazem, por que fazem e  como fazem.

Também, é necessário que saibam que são ELES os responsáveis por eleger os políticos e que é exercendo a cidadania, isto é, votando, que eles decidem quem os representará no executivo, no legislativo e no judiciário.


Estamos em ano de eleições e nós, que já possuimos o título eleitoral, devemos agir com coerência, responsabilidade e seriedade no que diz respeito às nossas escolhas, para que possamos eleger candidatos sérios, comprometidos, honestos e que se importem e respeitem a população.

Suany Nandara - Turma 31 A

domingo, 13 de maio de 2012

Minha rua na História





Quem foi Iris Ferrari Valls?

Iris Ferrari Valls foi prefeito de Uruguaiana pela década de 50, é gaúcho de São Borja. Uma das histórias muito conhecida foi a do fechamento da Ponte de Uruguaiana por Iris Valls no cumprimento de seus deveres e defesa de seus munícipes.
Iris Valls estava despachando normalmente na prefeitura, quando alguém entrou em seu gabinete anunciando que um gendarme argentino tinha batido de chicote em uma "chibeira", porque ela trazia um quilo a mais de mercadoria; não contente com o espancamento, rasgou seus pacotes espalhando sua mercadoria no chão. 
Averiguada a veracidade do fato, foi até a casa Jaques e comprou dois rolos de arame farpado e dirigui-se à ponte. Chegando na divisa, desceu do carro e simplesmente passou o arame de um lado a outro, deixando o "General" Aymone cuidando para que ninguém se atrevesse a tirar. 
Saindo dali, foi até o QG militar (época boa em que as autoridades eram autoridades) e colocou os milicos na rua a prender todos os argentinos que estavam em Uruguaiana, ficando presos no 8º de cavalaria a pão e água.

O Perón, ao saber do ocorrido, deslocou para Libres sua famosa divisão de Panzer's e para lá também se dirigiu, mandando chamar Iris Valls para saber dos acontecimentos. 
Ele mandou dizer ao Perón que atendia na prefeitura municipal em horário comercial. 
Perón, não acostumado a ser contratriado, avisou Getúlio Vargas que invadiria para "resgatar seus compatriotas". 
O Getúlio, muito amigo do pai e o conhecendo, tocou para Uruguaiana e o convenceu, a muito custo, a encontrar-se com o Perón no meio da ponte. Ali se encontraram os 3 às 11h  de um dia quente e ficaram conversando até às 15h.

Dessa reunião, foram tiradas algumas decisões:

1º - Que o gendarme que chicoteou a "chibeira" era entregue imediatamente à justiça brasileira para por ela ser julgado, e o foi.

2º - Uma carta de próprio punho do Perón autorizando a Prefeitura municipal de Uruguaiana a passar na ponte o que fosse necessário para seu abastecimento.

3º - O gendarme foi trocado no meio da ponte pelos 36 argentinos presos em Uruguaiana no mesmo dia.

4º - Perón veio a Uruguaiana para acertar alguns detalhes e posou para foto na prefeitura municipal.

5º - Pela coragem de defender seus munícipes, Iris Valls ganhou do Perón a espada de San Martin e o cargo de general na Argentina com seus respectivos vencimentos. Ele aceitou a espada, mas recusou o cargo e os vencimentos, aludindo que quem servia a duas bandeiras não servia a nenhuma. Ficaram amigos, se correspondiam e visitavam.

Íris Valls era muito amigo de Getulio Vargas e, de tão amigo, colocou o nome de seu filho Getuliovargas tudo junto “ Getuliovargas Gonsales Valls.

Iris Valls tinha 3 irmãos - Mario Valls, Raul Valls e Carlos Valls - eles eram meio divididos de 2. Existia naquela época a direita e esquerda. Direita era para quem tinha classe social mais alta e esquerda para quem tinha classe social mais baixa. Mario e Raul Valls eram pela direita e Iris e Carlos para a esquerda.

Iris Ferrari Valls é filho de Elisa Ferrari Valls.

Essa pesquisa foi realizada pela aluna Mariangélica Xavier Pereira, da turma 11G, sob orientação do professor Fernando Falcão, nas aulas de História.
A fonte da pesquisa de  Mariangélica foi o senhor Derli Roque.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

A origem da política

 
A política surgiu na Grécia clássica, no período da história humana no qual o pensar mítico era englobado pelo pensar racional.Vários foram os fatores que a originaram. O surgimento da polis (cidade-estado) foi o elemento decisivo para que a política fosse criando suas bases no mundo grego, e, assim, nas cidades, nascesse a grande preocupação em como administrar bem a polis. O surgimento da política no mundo grego eclodiu de maneira complexa pelos ideais de homens e sociedades pensadas pelos filósofos.

Na Caldéia, em Sabá e no Império Inca, vigorava a verdadeira arte de governar, de acordo com as Leis da Criação. Poderiam chamar esses regimes de autocracias, porém com diferenças fundamentais em relação ao conceito que se tem hoje, pois a autocracia daqueles tempos não era o "regime do mais forte", e sim o "regime do mais sábio".

Com o passar do tempo, as formas de governo foram mudando. Atualmente, a forma considerada a mais aperfeiçoada é a Democracia. É o regime em que a vontade da maioria é soberana. Fazendo, assim, com que haja políticos que gostariam de tornar o país um lugar melhor, mas, também, com que haja políticos desonestos, que pretendem apenas aproveitar-se das pessoas, que, confiando em suas mentiras, os elegem a autoridade do país.

Portanto, convenhamos, nem sempre a escolha da maioria pode ser considerada a melhor.
 
Taciana Machado - turma 31 E